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    PARAGUAI: Setor exportador perde competitividade e alerta para queda de 26%

    15 de outubro de 2026· 3 min de leitura

    Tradução do original em espanhol. Ler o original

    Por Cámara Paraguaya de Exportadores (CAPEX)

    PARAGUAI: Setor exportador perde competitividade e alerta para queda de 26%
    "O principal desafio que o setor exportador está atravessando, associado ou não à CAPEX, é a valorização da moeda nacional frente ao dólar americano. Isso, somado aos custos decorrentes das vazantes do rio e da saída para o mar, que nossa concorrência regional não tem, está nos tirando de muitos mercados, porque nos tornamos menos competitivos", advertiu Pablo Cuevas, gerente-geral da CAPEX.

    Para Cuevas, essa situação ameaça não apenas a capacidade das empresas paraguaias de conquistar novos mercados, mas também sua permanência naqueles que exigiram anos de trabalho e investimento para serem conquistados.

    O impacto econômico também se reflete nas receitas que as empresas recebem em moeda nacional. Segundo o gerente-geral, a redução chega a 26 %, enquanto os compromissos operacionais devem continuar sendo cobertos no mercado local.

    "Esse percentual representa o que se utiliza no mercado local para o pagamento de custos de produção, matéria-prima, energia, insumos, logística interna e outros serviços", explicou Cuevas.

    Conteúdo do artigo

    A CAPEX busca fortalecer a articulação entre as entidades empresariais.

    Essa diferença entre as receitas convertidas em guaranis e as despesas que as empresas precisam enfrentar constitui um dos principais pontos de preocupação da entidade setorial, especialmente em um cenário em que os custos logísticos também afetam as condições de acesso aos mercados internacionais.

    CAPEX pede medidas diante da queda do dólar

    A entidade setorial afirma que vem apontando os efeitos da valorização da moeda nacional desde setembro de 2025. Cuevas indicou que a CAPEX foi a primeira entidade setorial a se pronunciar sobre essa situação e que manteve o tema em diferentes fóruns e meios de comunicação, especialmente perante as autoridades do Banco Central do Paraguai (BCP). Segundo explicou, o objetivo tem sido gerar conscientização sobre o prejuízo que essa situação causa ao produtor nacional, à indústria e, consequentemente, aos exportadores. A entidade também buscou alternativas de compensação por meio de compras de dólares a futuro a taxas de câmbio mais favoráveis que a vigente. No entanto, essas ferramentas ainda não chegam a beneficiar o exportador de médio porte, assinalou o gerente-geral.

    Diante desse panorama, a CAPEX considera prioritário conter a queda abrupta do dólar. Cuevas afirmou que se deveria intervir para moderar a queda da cotação, de forma semelhante à atuação adotada quando ela sobe. A preocupação da entidade setorial reside no fato de que essa situação tire competitividade das empresas e limite suas possibilidades de crescimento, especialmente no que diz respeito à expansão para novos mercados.

    Trâmites de exportação e cumprimento da Hidrovia

    Além das medidas vinculadas à taxa de câmbio, a CAPEX propõe revisar os processos e trâmites de exportação, desde o registro do produto até o desembaraço aduaneiro das cargas.

    A CAPEX também propõe manter uma posição firme para exigir o cumprimento do Acordo da Hidrovia por parte de todos os Estados signatários. Esses pontos fazem parte de uma agenda que requer atenção diante das dificuldades que o setor enfrenta. A evolução cambial, os custos de transporte e os procedimentos relacionados ao comércio exterior incidem sobre as condições em que as empresas paraguaias colocam seus produtos no mercado internacional.

    Diante desse cenário, a CAPEX busca fortalecer a articulação entre as entidades empresariais e somar mais exportadores ao trabalho de representação do setor. A proposta visa unir esforços e promover uma agenda comum com visão de país.

    "Este é um momento que exige uma união sincera entre as entidades, com uma visão de país acima dos interesses setoriais ou particulares. Precisamos trabalhar juntos, unir esforços e construir propostas que contribuam para melhorar as condições para produzir e exportar a partir do Paraguai", ressaltou.

    Além disso, convidou mais exportadores a se aproximarem da CAPEX e se somarem a esse trabalho. "Uma representação mais ampla e coesa permitirá defender os interesses do setor e apresentar soluções às autoridades. A competitividade de nossas exportações é um desafio que requer o compromisso de todos", concluiu o gerente-geral da CAPEX.

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