UE planeja obrigar empresas a comprar peças de fornecedores não chineses
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Por Ricardo Ignacio Beltramino
Diretor do Pulso Internacional
A convergência de fatores geopolíticos e comerciais está reconfigurando as cadeias de suprimentos europeias de forma acelerada. Espanha Itália, Países Baixos, França e Lituânia reivindicam medidas comerciais mais duras para frear a China, enquanto a Comissão Europeia intensifica sua estratégia de diversificação de fornecedores.
Segundo reportagens jornalísticas, na reunião da Comissão Europeia de 29 de maio de 2026 foi examinada uma proposta que permitiria às empresas comprar no máximo de 30% a 40% de seus componentes em um único país. Os 60% a 70% restantes teriam de ser distribuídos entre pelo menos outros três países. O plano, voltado principalmente aos setores de tecnologia verde, à indústria automotiva e aos fabricantes de produtos químicos e máquinas, ainda não foi aprovado. A Comissão o apresentará formalmente aos líderes nacionais da UE na cúpula do Conselho Europeu que será realizada no final de junho. O Mercosul pode vir a ter uma oportunidade única para se posicionar como fornecedor-chave da UE em substituição a produtos industriais chineses e minerais críticos.

Diretor do Pulso Internacional
Advogado especializado em comércio internacional e investimentos produtivos, com mais de 25 anos acompanhando negociações comerciais internacionais como assessor de governos e de empresas em seu processo de internacionalização. No Pulso Internacional analisamos o comércio exterior com clareza e contexto internacional para que sua empresa exporte e invista mais.
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